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Espanha chorou após missão de resgate. Mineiros retiraram Julen sem vida do poço – Mundo – Correio da Manhã

Efrain Betancourt Jaramillo
Espanha chorou após missão de resgate. Mineiros retiraram Julen sem vida do poço - Mundo - Correio da Manhã

Julen foi encontrado sem vida. O corpo do menino de dois anos que caiu num poço em Málaga, Espanha, foi resgatado durante a madrugada pelos mineiros que estiveram em trabalhos durante 12 dias. O resgate aconteceu à 1h25 local, 00h25 em Portugal continental, tendo sido ativada a Comissão Judicial. Antes do resgate, houve a necessidade de uma quarta micro-explosão para abrir caminho na rocha muito dura voltou a atrasar os trabalhos, numa fase em que o túnel estava a 55 cm de chegar ao poço onde o menor de dois anos caiu. Durante a manhã, Rodríguez Gómez de Celis, delegado do governo espanhol, explicou aos jornalistas como foi o resgate de Julen, que decorreu durante 12 dias. “Houve uma capacidade de trabalho excecional”, avançou Rodríguez Gómez de Celiz, agradecendo a todos os profissionais que estiveram envolvidos nesta operação de resgate, arriscando também as suas vídas. “Foram dias muito dificeis e por isso eles agora estão a descansar”, avançou o delegado do governo espanhol, referindo-se aos mineiros. O funeral do menino realiza-se amanhã e o velório começa ainda hoje. A autópsia seguiu para tribunal este sábado, depois de terminada. Pai tem crise de ansiedade José Rosselló, pai do menino que caiu num poço de Málaga há 12 dias, teve de ser assistido na noite desta sexta-feira, ao sofrer uma crise de ansiedade. O jornal Diario Sur detalha que a ambulância foi chamada à casa onde a família está alojada, em Totalán, pelas 21h00 (20h00 em Portugal) desta sexta-feira e José terá sido assistido durante cerca de uma hora. A crise do pai de Julen surge numa altura em que os trabalhos dos mineiros voltaram a sofrer um atraso por causa das terríveis condições em que trabalham para abrir o túnel que os levará ao menor. Necessidade de nova explosão atrasou abertura de galeria A equipa de resgate que esteve a escavar um túnel para chegar ao poço onde caiu o menino Julen, em Málaga, encontrou esta sexta-feira um novo contratempo. Por volta das 18h30, os mineiros concluíram que seria necessária uma nova micro-explosão para furar a rocha extremamente dura que separa o poço de salvamento daquele onde se julga estar o menino de dois anos, avança o El Mundo . Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra o momento desta quarta detonação. Civil Guard video of the FOURTH micro-explosion taking place in the well to reach the space where Julen is thought to be. Via @ManuelaPerez76 pic.twitter.com/5tmHhvEcMk

— Matthew Bennett (@matthewbennett) January 25, 2019 Esta foi a quarta vez que se torna necessário recorrer a explosivos, o que atrasou os trabalhos de escavação do túnel de quatro metros. De cada vez que se usavam explosivos, era chamada uma equipa especializada da Guardia Civil. Os mineiros tiveram de sair e esperar pelo menos duas horas antes de poderem retomar os trabalhos, depois de removidos o entulho e os gases tóxicos causado pela explosão.  Os mineiros que constituem a equipa de resgate de Julen já avançaram 3,15 metros dos cerca de 4 necessários para chegar à posição em que se acredita que Julen está. A dureza e instabilidade do terreno têm complicado os trabalhos ao longo das últimas horas. No entanto, o resgate torna-se cada vez mais iminente.  A terceira detonação para tentar chegar até Julen aconteceu por volta das 11 horas, processo que atrasou em duas horas o resgate, que se prevê que aconteça ainda esta sexta-feira. O helicóptero da Guarda Civil que estava parado perto do túnel abandonou o local. Despega el helicóptero de la @guardiacivil en #Totalán pic.twitter.com/7j6XryY4U9

— Nacho Sánchez (@nacholaisla) 25 de janeiro de 2019 Os trabalhos continuaram noite dentro, sem descanso, para tentar chegar a Julen. #RescateJulen | Los #minerosasturianos y el resto del dispositivo continúan sin descanso su trabajo en #Totalán . Así lo muestra esta #foto tomada a primera hora de esta mañana por Ñito Salas https://t.co/9EDCGkOo0c pic.twitter.com/SW6J1tpTou

SUR en directo (@SURDirecto) 25 de janeiro de 2019 Uma das representantes do governo de Málaga enviou uma mensagem de força à família de Julen na manhã desta sexta-feira. Bdias. Dos microvoladuras han sido necesarias hasta ahora para avanzar en la galería de acceso al lugar donde se estima posible el rescate de #Julen . Toda una larga noche de trabajos. A pesar de las dificultades hay que mantenerse fuertes y con todo nuestro cariño a la familia. pic.twitter.com/PCirGaZCdD

— María Gámez Gámez (@Maria2Gamez) 25 de janeiro de 2019 Os trabalhadores da equipa especializada em resgate recorreram esta madrugada a micro-explosivos para escavar o túnel com que pretendem aceder ao poço onde caiu Julen, há 11 dias. O Diário Sur conta que a primeira detonação aconteceu por volta da 1h00 local (00h00 em Portugal). O recurso a explosivos tornou-se a opção a seguir por causa da dureza da rocha encontrada, que já tinha atrasado em muitas horas a escavação do poço de resgate. Mineiros avançam um metro em quatro horas As equipas de resgate progrediram cerca de um metro nas primeiras quatro horas de escavação do túnel que liga o poço aberto para o salvamento àquele onde caiu o menino Julen. Cresce a esperança de que possa haver novidades do paradeiro do menino durante a madrugada, dado que os mineiros da Brigada de Intervención Minera pretendem abrir um pequeno furo e usar uma câmara para confirmar a presença do menor, antes de puderem chegarem a ele. Pais em vigília Enquanto decorrem os trabalhos, os pais de Julen, Jose Rosello e Vicky Garcia, e muitos amigos e familiares juntaram-se em vigília para dar força aos mineiros, esperançosos de que possam ter notícias em breve. O momento foi marcado pela emoção, com muitas lágrimas nos rostos dos presentes. Mineiros descem ao fim de muitos contratempos Foi pelas 16h50 desta quinta-feira que a primeira dupla de mineiros desceu ao fundo da nova galeria aberta em paralelo ao poço onde caiu Julen. A equipa só começou os trabalhos quando recebeu a certeza de que o novo túnel tinha sido construído paralelamente ao poço onde caiu o menino de dois anos, em Málaga. Na tarde desta quinta-feira, um geolocalizador da empresa sueca que localizou os mineiros do Chile provou que o túnel estava paralelo ao poço e que os mineiros terão de escavar cerca de quatro metros até chegar ao local onde estará o menino.  A escavação desta galeria horizontal já está em marcha, mas prevê-se que possa demorar até 24 horas. Os mineiros descem por um elevador até ao local da escavação aos pares. Cada dupla vai trabalhar durante cerca de 40 minutos e depois é substituída, em turnos rotativos. Os mineiros entram no poço com equipamento de oxigénio, dadas as condições exíguas da galeria, que tem 60 cm de diâmetro. Câmara pode localizar menino ao fim de 10 horas de escavação Santiago Suárez antigo responsável da Brigada de Intervención Minera – a unidade que trabalha em Málaga – traça ao jornal El Mundo as expectativas sobre a operação: “Há que ter em conta que a rocha que estamos a enfrentar é duríssima, muito mais do que uma exploração de carvão. No entanto, se tudo correr bem, em 10 horas teremos avançado, talvez, um par de metros e poderemos fazer um buraco para meter uma pequena câmara e verificar se, efetivamente, o rapaz está lá”. Dado que o túel começou a ser escavado por volta das 17h00 (hora de Lisboa) é possível – se não houver mais contratempos – que haja novidades a partir das 3h00 de sexta-feira.  Atrasos nos trabalhos Depois de esta quinta-feira ter existido mais  um entrave na operação de resgate do pequeno Julen – uma saliência nos últimos metros do túnel vertical – os trabalhos voltaram a ser atrasados. As autoridades acreditam que nas próximas horas os mineiros vão conseguir chegar ao local onde o menino se encontra para que se concretize o resgate.  Os trabalhos para encontrar Julen já duram há 12 dias. Ao mesmo tempo, decorre a investigação para apurar as responsabilidades civis e penais pela queda da criança de dois anos num poço artesiano que as autoridades dizem ter sido feito de forma ilegal. A esperança de encontrar Julen mantém-se: “Sentimos que estamos cada vez mais perto” “O ânimo de toda a equipa continua, de todos os que estão a trabalhar para o resgate do Julen. E o objetivo é chegar a ele mais depressa possível. É uma situação extrema e inédita. Estamos a falar de uma situação em que o acesso é muito complicado, incluindo caminhos para aceder ao lugar onde está Julen“, começou por dizer Anjo García, responsável da Associação de Engenheiros de Málaga, em Espanha. “Continuam a trabalhar incansavelmente, sentimos que estamos cada vez mais perto de Julen“, concluiu Anjo García, que tem acompanhado desde o início o resgate do menino, que caiu ao poço no passado domingo.