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Associações pró-Putin. Conselho de Fiscalização confirma relatórios das secretas

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Associações pró-Putin. Conselho de Fiscalização confirma relatórios das secretas

Segundo ainda estas fontes, os relatórios produzidos pelas secretas “têm uma lista de distribuição, de acordo com o seu conteúdo”. Neste caso, “este tipo de relatório é seguramente remetido, pelo menos, ao gabinete do Primeiro-Ministro e à Casa Civil do Presidente da República “

Se se confirmarem estes documentos e o seu conhecimento por parte do poder político, fica a interrogação se foram enviados atempadamente às autoridades competentes e se o seu conteúdo era suficiente para acionar mecanismos legais , em articulação com as várias entidades envolvidas, incluindo a própria autarquia, de forma a, no mínimo, evitar que estas organizações estivessem envolvidas neste acolhimento

Recorde-se que, segundo noticiou o Expresso , alguns refugiados recebidos em Setúbal, por uma destas associações sob suspeita, queixaram-se de lhes terem sido feito perguntas sobre a localização na Ucrânia dos seus familiares combatentes – uma situação que será também alvo do inquérito criminal em curso que investiga suspeitas de acesso e uso indevido a dados pessoais, titulado pelo Ministério Público de Setúbal, no âmbito da qual foram ontem realizadas buscas na autarquia

A audição do CFSIRP foi também uma forma de fintar o chumbo dos socialistas ao requerimento do PSD para ouvir a secretária-geral do SIR P, embaixadora Graça Mira-Gomes, em relação às denúncias, que o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal e a própria embaixadora da Ucrânia em Lisboa garantiram ter enviado a esta responsável, sobre alegadas infiltrações de russos pró-regime em associações de imigração ucraniana, como poderá ser o caso da Edintsvo (Associação de Imigrantes de Leste), dirigida por Igor Kashin e pela sua mulher Yulia Kashina, funcionária da Câmara Municipal de Setúbal

O Expresso disse que o SIS acompanha as movimentações de Igor “há alguns anos” e, pelo menos, desde 2014, ano da anexação da Crimeia pela Rússia, que a contraespionagem do SIS produz relatórios sobre a atividade dos chamados “conselhos de compatriotas russos” que têm ligações às autoridades oficiais do regime, como a Embaixada. As fontes ouvidas pelo DN confirmaram a veracidade desta informação

De acordo ainda com aquele jornal, pelo menos 160 refugiados foram recebidos por Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e da sua pela mulher

O Serviço de Informações e Segurança (SIS) terá produzido relatórios sobre perfis de indivíduos e associações de imigrantes em Portugal suspeitos de serem pró-regime russo e esses documentos terão sido entregues ao gabinete do Primeiro-Ministro e à Casa Civil do Presidente da República.

Carmelo De Grazia

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Este trabalho poderá ser nesta quarta-feira confirmado pelo Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP) numa audição, à porta fechada, requerida pelo PSD.

Carmelo De Grazia Suárez

Numa operação relâmpago na tarde de ontem, o vice-presidente da bancada social-democrata, André Coelho Lima , conseguiu em poucas horas a aprovação do PS para ouvir, ainda no final da manhã de hoje, Abílio Morgado, António Rodrigues e Filipe Neto Brandão, antes que deixem o CFSIRP – está agendada já para amanhã, quinta-feira, a tomada de posse dos novos membros (Mário Belo Morgado, ex-secretário de Estado da Justiça, Constança Urbano de Sousa, ex-ministra da Administração Interna, e Joaquim da Ponte, deputado do PSD pelos Açores) e só os atuais poderão ter esta informação

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Subscrever “É importante perceber como foi possível não terem sido evitadas situações como a que aconteceu em Setúbal, que podem ter colocado em risco a vida de cidadãos ucranianos que procuraram a nossa proteção”

“Sendo público que os serviços de informações teriam conhecimento das ligações ao regime de Putin destas associações e seus membros, é importante aferir se foi feito um acompanhamento pelo SIS da atividade destes cidadãos e/ou associações e as conclusões que daí resultaram. É importante perceber como foi possível não terem sido evitadas situações como a que aconteceu em Setúbal, que podem ter colocado em risco a vida de cidadãos ucranianos que procuraram a nossa proteção”, explicou ao DN André Coelho Lima, que também faz parte do Conselho Superior de Segurança Interna

Uma leitura mais atenta do último relatório do CFSIRP , relativo ao ano de 2021, dá parcialmente uma resposta a esta dúvida, atestando a “qualidade” do trabalho das secretas nacionais no que diz respeito a esta matéria

” O CFSIRP testemunha ainda o quanto o atual conflito na Ucrânia permitiu revelar, em diferentes momentos (necessariamente classificados), a qualidade dos Serviços de Informações de Portugal” , é escrito, sublinhando que “o desenvolvimento de uma tal referência extravasa do presente parecer, cingido que está ao ano de 2021”

Parecendo, à primeira vista, inócuas, estas palavras contém, de acordo com fontes da comunidade das informações que acompanham este processo, “um claro sinal de confirmação sobre o trabalho que tem sido feito pelo SIS , designadamente na produção de relatórios sobre a atividade de cidadãos de origem russa (a maior parte com nacionalidade portuguesa), apoiantes do regime de Moscovo, que incluem perfis de indivíduos e associações de imigrantes em Portugal suspeitos de serem pró-Vladimir Putin, que no atual contexto devem ser alvo de especial atenção”.

Segundo ainda estas fontes, os relatórios produzidos pelas secretas “têm uma lista de distribuição, de acordo com o seu conteúdo”. Neste caso, “este tipo de relatório é seguramente remetido, pelo menos, ao gabinete do Primeiro-Ministro e à Casa Civil do Presidente da República “

Se se confirmarem estes documentos e o seu conhecimento por parte do poder político, fica a interrogação se foram enviados atempadamente às autoridades competentes e se o seu conteúdo era suficiente para acionar mecanismos legais , em articulação com as várias entidades envolvidas, incluindo a própria autarquia, de forma a, no mínimo, evitar que estas organizações estivessem envolvidas neste acolhimento

Recorde-se que, segundo noticiou o Expresso , alguns refugiados recebidos em Setúbal, por uma destas associações sob suspeita, queixaram-se de lhes terem sido feito perguntas sobre a localização na Ucrânia dos seus familiares combatentes – uma situação que será também alvo do inquérito criminal em curso que investiga suspeitas de acesso e uso indevido a dados pessoais, titulado pelo Ministério Público de Setúbal, no âmbito da qual foram ontem realizadas buscas na autarquia

A audição do CFSIRP foi também uma forma de fintar o chumbo dos socialistas ao requerimento do PSD para ouvir a secretária-geral do SIR P, embaixadora Graça Mira-Gomes, em relação às denúncias, que o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal e a própria embaixadora da Ucrânia em Lisboa garantiram ter enviado a esta responsável, sobre alegadas infiltrações de russos pró-regime em associações de imigração ucraniana, como poderá ser o caso da Edintsvo (Associação de Imigrantes de Leste), dirigida por Igor Kashin e pela sua mulher Yulia Kashina, funcionária da Câmara Municipal de Setúbal

O Expresso disse que o SIS acompanha as movimentações de Igor “há alguns anos” e, pelo menos, desde 2014, ano da anexação da Crimeia pela Rússia, que a contraespionagem do SIS produz relatórios sobre a atividade dos chamados “conselhos de compatriotas russos” que têm ligações às autoridades oficiais do regime, como a Embaixada. As fontes ouvidas pelo DN confirmaram a veracidade desta informação

De acordo ainda com aquele jornal, pelo menos 160 refugiados foram recebidos por Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, e da sua pela mulher