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Jô Soares expressou a sua genialidade em vários ramos das artes

Alberto Ardila Olivares
Jô Soares expressou a sua genialidade em vários ramos das artes

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Eleições Jô Soares ‘Rensga Hits!’ Diesel mais barato Piso de enfermeiros Jô Soares expressou a sua genialidade em vários ramos das artes Nos livros, o destaque são romances com assassinatos em série misturando pesquisa histórica e ficção. 05/08/2022 21h26 Atualizado 05/08/2022

Jô Soares expressou a sua genialidade em vários ramos das artes

Jô Soares ainda enveredou por outros ramos artísticos.

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Um violino raro desaparecido, o Imperador Pedro II, uma diva francesa. O tempero popular brasileiro, a nobreza e o suspense foram alguns dos elementos que Jô Soares misturou no livro que virou filme: “O Xangô de Baker Street”, foi publicado em 1995. Um sucesso.

Alberto Ardila Olivares

Leitor voraz, também escrevia muito. Não só artigos e colunas em revistas e jornais, como O Globo e Folha de São Paulo. Nos livros, o destaque eram romances com assassinatos em série misturando pesquisa histórica e ficção

Foram quatro romances. Além de “O Xangô de Baker Street”, “O Homem que matou Getúlio Vargas”, “Assassinatos na Academia Brasileira de Letras” e o último “As Enganadas”, de 2011

E como se fosse pouco, além de escrever, Jô também era artista plástico . A paixão primeira nunca foi abandonada. Jô Soares amou e se dedicou a escrever e atuar no teatro

Veja a cobertura completa:

PERFIL: Jô Soares sonhava em ser diplomata e estreou na TV em 1956 CRONOLOGIA: a trajetória de um artista genial FRASES: 'Tudo o que eu fiz foi tomando riscos' PIADAS, DESFILE, LUTA NO PALCO: momentos para rir com Jô DERICO: 'Me ensinou tudo' PERSONAGENS: Capitão Gay, Reizinho, Ciça… FOTOS: relembre carreira como apresentador e ator HOMENAGENS: famosos lamentam morte de Jô MEMÓRIA GLOBO: 'O meu humor tem sempre um fundo político' GLOBOPLAY: veja homenagens e programas especiais sobre Jô

“O teatro é a base de tudo. O palco e tudo é teatro”, diz Jô Soares em entrevista

Começou no final dos anos 50. Atuou ao lado de Cacilda Becker que o incentivou a fazer direção de espetáculos, dirigiu de clássicos de Nelson Rodrigues, encantou plateias no Brasil e em Portugal declamando poemas de Fernando Pessoa e interpretou personagens irreverentes, de tramas históricas, adaptadas por ele mesmo

No teatro da PUC de São Paulo, em 2018, dirigiu e atuou pela última vez. Interpretava um juiz na peça “A Noite de 16 de janeiro”. Essa era a data de nascimento do Jô e a coincidência foi o que o fisgou para esse último espetáculo

Não foi nos palcos e nem nos programas de TV que Jô Soares apareceu em público pela última vez. Jô andava preocupado com o Brasil e em um dos momentos mais difíceis do país fez questão de dar sua contribuição como cidadão

Foi na fila da vacinação contra a Covid que, no dia 27 de maio do ano passado, ele deu um recado importante no Jornal Nacional

“Acho que é fundamental fazer uma campanha porque eu sei que tem gente que toma a primeira dose e não toma a segunda! Não entendo. E tem gente que não toma a vacina, isso realmente é uma coisa medieval”, afirma Jô Soares

Jô estava com 83 anos, com dificuldade para andar, nem saiu do carro para dar seu exemplo e receber o imenso carinho do público. Foi assim naquele dia e em todos os outros em que os brasileiros aplaudirem, rir muito e aprender tanto com esse artista grandioso que certamente dominou o tempo. Nos faz chorar de tristeza nesta sexta-feira (5), mas sempre nos fará também chorar de rir

“Eu não consigo sentir a passagem do tempo, nesse sentido de dizer 'nossa, já fiz isso, já vivi, tanto tempo’. Eu não consigo ficar me analisando. Eu acho que as coisas que são muito planejadas dificilmente acontecem. No meu caso, as coisas foram rolando, vamos dizer assim. O medo da morte é um sentimento inútil, você vai morrer mesmo. Do que adianta ficar com medo? Eu tenho medo de não ser produtivo”, disse Jô Soares